Como fazer o planejamento pedagógico 2021 neste novo normal?

Com todas as mudanças causadas pela pandemia, será um desafio planejar o próximo ano letivo; especialistas dão dicas práticas de qual caminho seguir

Esse foi um ano difícil para a educação brasileira em decorrência da pandemia do Covid-19. As escolas tiveram que se adaptar muito rapidamente e “pegar o bonde andando” no ensino a distância por conta do distanciamento social. O ano de 2021 ainda é uma incógnita para muita gente, sem contar que ainda há a questão do ensino híbrido e todas as adequações necessárias para se levar em consideração.

Diante deste cenário, muitos se pegam pensando: “como realizar o planejamento pedagógico do próximo ano?

Para a consultora Associada da HUMUS para Gestão Pedagógica, Débora Oliveira, continuaremos a desvendar as minúcias desse processo e dessa nova forma de ensinar em 2021. “O ensino híbrido, ou seja, a abordagem pedagógica que combina aulas e atividades presenciais com aulas e atividades à distância, utilizando tecnologias digitais, para apresentar os conteúdos de forma a se complementarem, veio para ficar”, enfatiza.

Segundo ela, esta metodologia híbrida é também conhecida como blended learning e tem grande aderência ao ambiente educacional, pois possibilita ao professor personalizar o ensino, atendendo cada aluno dentro de suas especificidades e necessidades. “Não se pode ignorar o fato de que vivemos tempos de inovação, quando tanto se fala de tecnologia e inteligência artificial aplicada à educação”.

A grande mudança, na sua opinião, será a de se incorporar ao dia a dia da escola, o ensino híbrido, “pois ele dá, ao aluno, a possibilidade de ampliar as oportunidades de aprendizagem, presencial ou virtualmente, promovendo a colaboração, a interação e trocas importantes de informações”.

Essa também é a opinião da professora doutora da Faculdade de Educação da Unicamp, Cristiane Machado. Segundo ela, o ensino híbrido será uma realidade durante todo o ano de 2021. “Acho que as escolas estão preparadas para incluí-lo no planejamento pedagógico do ano que vem, mas não sei se estão preparadas para executar o ensino híbrido, especialmente no que diz respeito ao ensino a distância. Nem todo mundo tem o equipamento necessário, acompanhamento dos responsáveis ou local adequado em casa”, lembra.

Por onde começar?

O Planejamento Pedagógico em 2021 precisará ser tratado com muito carinho e cuidado, “pois estaremos diante de uma situação, ainda, incomum e singular”, diz a consultora. “Por isso, será necessária uma minuciosa análise vertical e horizontal dos conteúdos, a fim de se estabelecer o mínimo necessário em cada disciplina, bem como, determinar o que é essencial, complementar ou extra em cada um dos componentes curriculares, para cada série”, detalha.

De acordo com ela, feitos os ajustes e definidas as prioridades, “é necessário, ainda, compartilhar com os alunos e suas famílias como será a execução desse planejamento, para que todos os envolvidos tenham o mesmo foco e busquem os mesmos objetivos”.

A escola ainda vai usar recurso do ensino remoto e vai precisar encontrar formas de trabalhar o conteúdo de 2021 e tentar diluir o conteúdo de 2020 que não foi trabalhado por conta do isolamento, da suspensão das aulas e da dificuldade de todos ao lidarem com o ensino remoto”.

Para Cristiane, o planejamento é o maior desafio das escolas. “Ele deverá contemplar a perspectiva de conteúdo para 2021, mas também trazer alguns elementos do planejamento de 2020, porque a gente precisa considerar que nem tudo o que foi previsto para ser ensinado, realmente foi aprendido”, diz.

“Talvez as escolas lancem mão do que a gente chama de avaliação diagnóstica que é um instrumento para saber qual é a situação de aprendizagem de cada aluno. Então, a partir daí, propor o que será ensinado no ano que vem”, cita a docente da Unicamp.

O que considerar?

O bom planejamento é aquele que atende as necessidades pedagógicas que os estudantes têm”, segundo Cristiane. Para ela, é preciso antes sondar, perceber quais são as dificuldades dos estudantes e, a partir disso, fazer um planejamento para atuar diante dessas dificuldades.

“O melhor caminho para que os alunos não sofram prejuízos é que as escolas se organizem para diluir o conteúdo não aprendido de 2020 em 2021 e talvez até 2022”, diz ela. De acordo com a professora, o planejamento não deve ser pensado como anual, mas sim bianual. “É como se a escola precisasse se organizar para os próximos anos. Isso é algo que a gente já conhece, é plenamente possível e a literatura já discute bastante isso”.

Um bom planejamento sempre requer, na opinião da consultora Débora de Oliveira, disposição, acesso a informações e foco compartilhado responsavelmente por toda equipe. “Isso é possível a partir de estudo, análise e reformulação/ajustes do PPP e dos planejamentos anuais dos diferentes componentes curriculares”.

Muitas vezes, a equipe escolar (docentes e equipe pedagógica) necessitam de auxílio na organização do trabalho e dos tempos pedagógicos. Aí é que entram os serviços de Assessoria/Consultoria, sendo fundamental o alinhamento e a aderência do serviço externo àquilo que se pretende”, comenta ela, lembrando que a HUMUS tem um leque de opções de assessoria, incluindo relacionadas ao Projeto Político Pedagógico e à implantação do ensino híbrido.

Os 6 passos do planejamento 2021:

Concretamente falando, segundo a consultora, é necessário para o planejamento pedagógico de 2021:

  1. Fazer análise vertical e horizontal dos conteúdos;
  2. Estabelecer o mínimo necessário em cada disciplina;
  3. Incluir as habilidades e competências nos componentes curriculares;
  4. Definir habilidades socioemocionais (de acordo com a BNCC);
  5. Desenvolver Projetos Multi, Inter e Transdisciplinares;
  6. Oferecer, na medida do possível, cursos extracurriculares de interesse de sua comunidade escolar.

Para Débora, revisitar a proposta pedagógica é sempre necessário. “Estabelecer objetivos concretos e factíveis; definir prioridades; inovar sempre; avaliar todos (equipe, professores, alunos), retomando o que não foi ensinado adequadamente ou o que não foi aprendido suficientemente, é boa decisão”, finaliza.

Ensino Híbrido

“Creio que todos, embora venham pensando no assunto há muito tempo, não se sintam, ainda, preparados. Implantar o ensino híbrido não é apenas colocar computadores na escola, ou incluir dispositivos de tecnologia na relação de material escolar”, afirma a consultora da HUMUS.

De acordo com ela, o ensino híbrido pressupõe uma mescla de metodologias em situação de ensino e aprendizagem. “Faz parte da abordagem metodológica do ensino híbrido, por exemplo, a sala de aula invertida, a rotação de estudos ou de laboratório, na qual são combinados momentos na sala de aula e de laboratório de informática, com conteúdos complementares”.

Essa metodologia, segundo Débora, promove um processo de ensino mais eficiente e uma aprendizagem mais significativa. “Porém, para ser implantada, requer planejamento e compromisso de todos”.

Para ela, se faz necessário, “preparar a escola com equipamentos essenciais à prática do ensino híbrido, bem como suprir os professores, por meio de capacitações e de acesso a equipamentos e ferramentas, a fim de que os resultados sejam maximizados, trazendo benefícios a todos: escola, professores e alunos”.

Ferramentas

Na busca por ferramentas durante este período de transição para o ensino híbrido, a consolidação com parceiros e ferramentas facilitadoras e de conteúdo rico é fundamental. O projeto Ciranda em Casa, por exemplo, permite que os próprios alunos possam administrar a ferramenta de maneira prática e intuitiva pelo celular, tablet ou computador.

A atividade tem a tutela do professor, que poderá acontecer de maneira 100% on-line, por meio de lives, videoaulas, podcasts e orientação via aplicativo de comunicação escolar. Se o colégio permitir, os pais também poderão interagir mais durante todo o processo de construção do livro, uma vez que a plataforma apresenta um passo a passo bastante simplificado. Saiba mais clicando aqui.

Anote aí!

Entre os dias 24 e 27 de novembro, professores de escolas e universidades poderão participar do evento “Hibrida Experience” realizado pela HUMUS Consultoria, mesma empresa responsável pelo Geduc. O evento se destina não só aos docentes, como também aos mantenedores, coordenadores e profissionais de Tecnologia Educacional.

A programação se dará diariamente, das 14h às 18h, e contará com diversos palestrantes falando sobre os modelos de ensino híbrido, metodologias ativas, avaliação de aprendizagem, entre outros assuntos relacionados ao tema. Hibrida Experience será um evento on-line e gratuito. Para garantir a sua vaga, acesse o site: https://www.humus.com.br/hibrida-experience.

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