BNCC em 2021: como caminha sua implantação e quais são seus maiores desafios

Antes da pandemia, a pauta principal era a BNCC e a corrida para sua implantação, mas o que mudou com a consolidação do ensino híbrido?

O ano de 2020 seria de muitas realizações para a educação. Era esperada a oficialização da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) no ensino nacional, tão falada desde sua homologação. Entretanto, este foi um dos projetos adiados no Brasil devido a pandemia do coronavírus.

Ainda existe a esperança de que a BNCC possa começar a ser implementada em redes de ensino em 2021. Alguns municípios já se anteciparam e estão trabalhando nisso, bem como o ensino particular que, em geral, já se adiantou com os projetos.

Porém, em meio a este cenário atípico, é necessário superar novos desafios para que a realização de fato aconteça na educação em todas as esferas. Isso porque, em tempos de ensino híbrido, todo cuidado é pouco quando abordamos mudanças.

Os educadores já estão convivendo com muitas delas neste período de um ano de substituição ou alternância das atividades remotas pelas presenciais.

Então, trouxemos aqui informações que refletem sobre como será a superação deste atraso na implementação da BNCC e os efeitos disso para a educação brasileira. Acompanhe e veja como a análise pode impactar as salas de aula do país, até mesmo às on-line.

Checklist da BNCC

É importante relembrarmos aqui o que é e a importância da Base Nacional Comum Curricular. Para isso, fizemos este checklist com as principais informações sobre o conceito:

  • Para começar, conforme definição do MEC (Ministério da Educação), este é “um conjunto de orientações que deverá nortear a reelaboração dos currículos de referência das escolas das redes públicas e privadas de ensino de todo o Brasil”.
  • A BNCC envolve conhecimentos essenciais, competências, habilidades e as aprendizagens pretendidas para crianças e jovens em cada etapa da educação básica, estabelecendo uma referência comum obrigatória para todas as escolas.
  • É importante lembrar também que, conforme explicação do MEC, a BNCC é uma referência obrigatória, mas não é o currículo, o qual define decisões como a contextualização dos conteúdos, estratégias educacionais, a organização dos componentes curriculares, metodologias a serem empregadas, entre outras.
  • E que os sistemas e as redes de ensino têm autonomia para elaborar ou adequar os seus currículos de acordo com o que estiver estabelecido na Base.
  • As escolas, por sua vez, podem contextualizá-los e adaptá-los aos seus projetos pedagógicos. Mais informações sobre a Base estão disponíveis para consulta no site do MEC.

3 desafios da BNCC para superar no planejamento pedagógico de 2021

A retomada do ensino e a recuperação da aprendizagem afetada pelas mudanças da pandemia são os grandes desafios de 2021. Especialistas dizem que a defasagem do ano letivo de 2020 só poderá se estabilizar em 2023. Em paralelo, está a implementação da Base Nacional Comum Curricular.

No momento, recuperar o tempo perdido é a prioridade, ainda que muitas escolas tenham mantido suas atividades por meio do ensino híbrido. Portanto, a implementação da BNCC, ainda que extremamente necessária, pode não ocorrer por completo este ano.

Isso porque agora, na retomada das atividades presenciais, deve-se manter a atenção à saúde e segurança dos profissionais e estudantes, como também trabalhar os conteúdos remanescentes de 2020 e alinhar as mudanças do novo normal.

Pensando nisso, listamos aqui os principais desafios que a implementação da BNCC propõe ao planejamento do ensino brasileiro em 2021. Confira!

1.     Carga horária e ensino híbrido

Uma das mudanças trazidas com a implementação da BNCC, conforme observado pelo blog do Iscool App em sua série sobre o assunto, é a de que 20% a 30% da carga horária do ensino médio seria baseada no ensino a distância. No EJA (Educação de Jovens e Adultos), a carga seria de 80%.

Logo, o ensino híbrido ganha mais força no cenário. Este modelo de educação tornou-se uma importante estratégia enquanto se combate o contágio do coronavírus e deve continuar.

Para isso, além de repensar as estratégias e metodologias usadas em sala de aula, cabe aos educadores superar questões como estruturas físicas e de equipamentos utilizados para a realização das atividades.

Afinal, ainda que o ensino híbrido esteja cada vez mais usual, ainda existem muitas dificuldades de aprendizagem que fazem parte desta realidade, como já abordamos aqui no blog.

2.     Alfabetização

De acordo com a Base, o segundo ano do ensino fundamental é o prazo final para a alfabetização. Entretanto, sabemos que ao unir os impactos da pandemia à realidade brasileira, esta orientação torna-se um grande desafio.

De acordo com a publicação da Agência Brasil, as avaliações nacionais mais recentes identificaram que mais da metade dos estudantes brasileiros está nos primeiros níveis de proficiência em leitura e matemática, e, para completar, cerca de um terço em escrita.

Logo, este desafio pode ser superado a partir da realização de políticas públicas e ações que tragam a igualdade e nivelamento da educação.

3.     As dez competências gerais

Aplicar as dez competências gerais da BNCC nos planejamentos pedagógicos também é um grande desafio. Relembrando de maneira sintetizada, são elas:

  • Argumentação
  • Autoconhecimento e autocuidado
  • Comunicação
  • Conhecimento
  • Cultura digital
  • Empatia e cooperação
  • Pensamento científico, crítico e criativo
  • Repertório cultural
  • Responsabilidade e cidadania
  • Trabalho e projeto de vida

A especialista em Educação Integral do Instituto Ayrton Senna, Cynthia Sanches, comentou a importância de trabalhar estas habilidades socioemocionais. Para ela, “o desenvolvimento socioemocional dos estudantes é um aspecto fundamental de ser trabalhado de modo intencional na escola se quisermos uma educação que considere o que é viver, conviver, aprender e produzir no século 21”.

Além disso, a especialista diz que “tão importante quanto desenvolver os aspectos cognitivos e interagir com os conhecimentos que a humanidade acumulou ao longo de sua história é o desenvolvimento dos aspectos sociais e emocionais do estudante”.

Prepare-se com cursos on-line

Para tornar a BNCC realidade, é importante que os profissionais da educação estejam preparados para isso. Neste sentido, atualize-se e busque a capacitação das habilidades de acordo com estas mudanças.

O MEC lançou no ano passado 13 cursos on-line e gratuitos sobre a Base para professores e pedagogos. Eles estão disponíveis no Avamec (Ambiente Virtual de Aprendizagem). Basta realizar o cadastro e acessar os conteúdos sobre diferentes campos de conhecimento.

Metodologias ativas e a BNCC

Aplicar metodologias ativas no planejamento pedagógico é uma opção entre as estratégias das instituições que estão trabalhando no cumprimento da Base, até mesmo no ensino híbrido.

Isso porque esta pode ser uma assertiva escolha para conter a evasão escolar e ainda engajar os estudantes que estão se afastando dos estudos devido aos atuais cenários.

Pois as metodologias ativas têm como foco o aprendizado socioemocional e a autonomia do aluno durante a aprendizagem. Por isso, contribuem para que estes se envolvam mais com as atividades escolares, e valem até mesmo para o ensino híbrido.

E como alinhar o plano pedagógico do novo normal à BNCC?

Quando falamos aqui no blog sobre as principais metodologias ativas para o plano pedagógico em 2021, reforçamos a importância de elaborar um plano pedagógico que atenda ao novo normal do ano letivo com criatividade, dinamismo e estratégias eficazes de aprendizagem.

Neste sentido, as tecnologias se tornam aliadas dos educadores que querem inovar, inclusive no ensino híbrido, e que caminham para contribuír com a implementação da BNCC.

Porque hoje, como já previa a BNCC desde seu início, a experiência do presencial, aliada ao virtual, ensina muito sobre como remodelar planejamentos e manter a aprendizagem híbrida.

Sendo assim, as metodologias ativas são soluções que instigam e otimizam as atividades on-line. A nossa plataforma Ciranda de Livro, por exemplo, contribui com muitos profissionais e instituições que estão alinhando seus planejamentos às orientações da BNCC.

A Ciranda de Livro permite transformar os estudantes em autores de seu aprendizado, por meio de recursos que tornam as atividades mais lúdicas e simples. Ela não só garante um maior envolvimento, como também uma excelente assimilação do conteúdo.

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