Conheça sinais de nomofobia nos alunos e saiba como auxiliar os pais

Vício no celular e nos aparelhos digitais pode prejudicar não somente a performance escolar, mas também causar distúrbios emocionais irreparáveis na criança; saiba como identificar o problema e ajudar pais e alunos nessa batalha

Você sabe o que é nomofobia? Esse termo define o medo de ficar sem o celular. E no mundo conectado em que vivemos a nomofobia em crianças tem se tornado uma questão cada vez mais frequente.

A palavra vem do inglês “no mobile“, que em tradução ao português significa “sem celular”. Logo, define a fobia de pessoas que não se sentem bem quando estão desconectadas ou longe de seus aparelhos móveis.

Hoje, em uma realidade cada vez mais digital, os smartphones e tablets têm sido aliados das atividades de ensino – principalmente no contexto da pandemia e no ensino híbrido. Mas qual é o limite do uso desses equipamentos, para que essa relação das crianças com as tecnologias não se torne nomofobia?

Neste conteúdo, vamos entender melhor sobre o assunto e as formas de lidar com o problema quando ele surgir em sala de aula. Confira!

Saiba mais sobre a nomofobia

Seja criança, seja adulto, é fato que ninguém gosta quando o aparelho celular ou tablet fica sem bateria, sem internet ou sinal. Pior ainda é quando acontece algum problema e o dispositivo para de funcionar. Entretanto, isso não deve gerar medo ou nenhuma insegurança. Pois reações mais intensas nessas situações podem ser sinais de nomofobia.

De acordo com o portal de psicologia SimplesMente, tal condição pode ser desencadeada por fatores como desde a baixa autoestima até dificuldades nas relações, que influenciam no aumento do uso dos dispositivos e na sua dependência.

Além disso, a nomofobia pode afetar a rotina das pessoas, porque muitos passam até a evitar locais que não têm acesso à internet, por exemplo.

E nesses casos, tratando-se de nomofobia em crianças, os pequenos começam a querer evitar as aulas ou a presença em locais onde não possam usar seus aparelhos móveis.

Sinais da nomofobia em crianças

Você sabia que o Brasil é o país da América Latina que presenteia as crianças com aparelhos celulares mais cedo, em média aos 8 e 9 anos? Esse pode ser um fator de influência na nomofobia em crianças.

Entretanto, não podemos deixar de considerar que esse comportamento também reflete a forma como os adultos utilizam os dispositivos móveis. De acordo com pesquisa da Digital Turbine e levantamento do Google, respectivamente, 20% da população brasileira não fica mais de 30 minutos distante do aparelho, e 73% das pessoas só sai de casa acompanhada pelos celulares ou tablets.

Sabemos que, atualmente, o dispositivo é um importante aliado no processo de aprendizagem, principalmente durante a pandemia, em que as atividades de ensino ocorreram e ainda são realizadas de forma cada vez mais digital.

Entretanto, é importante que pais e professores avaliem se os estudantes estão fazendo bom uso dos equipamentos, para que isso não se torne mais um caso de nomofobia em crianças.

Para te ajudar, listamos aqui os principais sinais dessa condição gerada pelo distanciamento dos celulares e tablets. Confira como identificar a nomofobia em crianças:

  • Queda na produtividade e aprendizagem;
  • Dificuldades de concentração;
  • Irritabilidade e alterações de humor;
  • Ansiedade;
  • Conflitos nas relações interpessoais;
  • Dores físicas nas mãos e problemas de postura;
  • Relutância para frequentar locais onde não há conexão com internet.

3 dicas para evitar a nomofobia em crianças

Ao identificar esses sinais, é importante repensar o uso dos celulares e tablets na rotina das crianças. Aqui estão algumas dicas para controlar a relação entre jovens e seus aparelhos e, assim, evitar a nomofobia.

1. Esteja aberto ao diálogo

As crianças precisam entender o porquê você está interrompendo o uso dos aparelhos celulares, para, dessa maneira, agirem de acordo com a mudança de comportamento proposta.

2. Estabeleça horários

Segundo especialistas, crianças de 2 a 5 anos devem utilizar o celular para atividades pedagógicas por 1 hora ao dia. Já para crianças mais velhas, de 6 a 10 anos, o aconselhável é até 2 horas ao dia. E para as da faixa entre 11 e 18 anos, até 3 horas ao dia. Além de controlar esse tempo de uso, é possível também estabelecer momentos em que o celular poderá ou não ser usado. Em sala de aula, por exemplo, o celular pode ser autorizado do início ao fim da atividade, ou em momentos específicos como suporte de aprendizagem.

3. Proponha atividades alternativas às telas

Que tal convidar os pequenos a realizarem atividades off-line, longe dos aparelhos celulares? Desse modo, eles ficarão distraídos e poderão se esquecer por alguns minutos da vida conectada. Aqui no blog da Ciranda de Livro temos conteúdos que podem te ajudar nisso, como nosso texto com atividades para distrair os filhos na pandemia, em que sugerimos muitas brincadeiras, e ainda uma lista de livros infantis para ler com os filhos.

Atenção!

Mais que controlar o tempo e forma de acesso das crianças nos dispositivos móveis, é importante que os professores e responsáveis estejam atentos aos conteúdos acessados e às interações realizadas.

Isso porque existem muitos riscos à segurança dos pequenos, portanto, aqui vão algumas boas práticas para contribuir com o uso saudável de celulares e tablets entre crianças.

  • Se possível, evite publicar fotos ou informações sobre as crianças nas redes sociais. Caso as crianças tenham seus próprios perfis, controle o que está sendo publicado e mantenha as redes em modo privado.
  • Faça os ajustes nas opções de privacidade permitidas pelas redes, para que os conteúdos sejam filtrados.
  • Oriente a criança a não se corresponder com pessoas ou usuários que não conhecem caso tentem contato.

Para completar, não deixe de conferir nosso recente conteúdo do blog sobre a Importância do Brincar. Nele, trouxemos dicas importantes para um detox digital, caso seja necessário nesse momento.

Gostou das informações? Então, siga acompanhando as publicações do Ciranda de Livro! Dessa forma, você saberá ainda mais como usar a tecnologia a favor do processo de aprendizagem e desenvolvimento infantil!

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